quinta-feira, 8 de março de 2018

A exposição “AMAR´te? Porque SIM!”












 A exposição “ AMAR´te? Porque SIM”, dinamizada em parceria com o Museu Manuel Soares de Albergaria, em Carregal do Sal, visa assinalar O Dia Internacional da Mulher. É constituída por uma série de trabalhos, orientados pelas docentes de Educação Visual, Isabel Várzeas e Josefa Reis e executados pelos alunos das turmas do 7º e 8º ano do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal.

Esta atividade, realizada sob a égide do Projeto UNESCO, tem como objetivos: levar os alunos a desenvolver as capacidades de observação, reflexão e interpretação, bem como as capacidades de representação, de expressão e de comunicação, promovendo métodos de trabalho individual e colaborativo, usando princípios de boa convivência e cidadania. São, ainda, objetivos expetáveis desenvolver o espírito crítico face a imagens e conteúdos mediatizados e adquirir capacidades de resposta superadoras de estereótipos e preconceitos face ao meio envolvente, assim como a sensibilidade estética, formando e aplicando padrões de exigência e a consciência histórico- cultural, cultivando a sua disseminação, promover a liberdade de expressão artística, a reciclagem e o contacto com novos materiais.

         Desenvolvimento e concretização do projeto
A Arte, um dos Direitos fundamentais da existência do homem, é o berço que acolhe esta iniciativa, no âmbito do projeto UNESCO do nosso Agrupamento, através da súmula de trabalhos apresentados, interpretados através da pintura e da escultura de elementos que contextualizam a abordagem artística da figura feminina. Os alunos, executaram um trabalho artístico alicerçado em várias reinterpretações de obras de autores da pintura do séc. XX, (Picasso, Matisse, Modigliani, wassily KandinsKy, Juan Gris, Mondrian, Christian Roghlfs entre outros) sendo esses elementos criados com base na reciclagem de material, na aplicação de várias técnicas mistas sobre telas e máscaras de papel, apresentados numa paleta colorida de técnicas mistas através da colagem, da pintura em acrílico, aguarela, lápis de cor e marcador, interpretada de forma livre, com base em vários conteúdos lecionados em Educação Visual.
Na exploração bidimensional do tema, os alunos usaram assim, vários materiais e técnicas sobre o papel de aguarela, transformando cada imagem numa nova imagem, dando um novo rosto a cada máscara trabalhada. Os trabalhos realizados enriquecem assim uma exposição a visitar no Museu Manuel Soares de Albergaria, em Carregal do Sal, a partir do dia 8 de março. Agradecemos o apoio da Dr.ª Dores Fernandes e da Dr.ª Paula Teles na organização deste evento.

                         Contextualização do tema - 8 de março, PORQUÊ?

“O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se deflagrara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.
Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women's Trade Union League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.
Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicavam o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto.
Caminhavam com o slogan Pão e Rosas, em que o pão simbolizava a estabilidade económica e as rosas uma melhor qualidade de vida. Durante a segunda Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada na Dinamarca, a famosa ativista dos direitos femininos, Clara Zetkin, propôs que o 8 de março fosse declarado como o “Dia Internacional da Mulher.”                                              
    Texto-Josefa Reis
Fotos-Isabel Várzeas e Josefa Reis

    

ALDEIA DOS DIREITOS E DOS AFETOS


 Os alunos do Curso Profissional de Turismo Ambiental e Rural não hesitaram em aceitar o desafio, lançado pela docente da disciplina de História da Cultura e das Artes, de levar a cabo a atividade designada Escola em acção - Aldeia dos Direitos e dos Afetos, idealizada no âmbito do Projeto UNESCO – que consistia na animação dos utentes do Lar da Misericórdia de Carregal do Sal, através de canções tradicionais, seguindo-se uma coreografia de dança contemporânea. Esta iniciativa teve lugar na tarde do dia 2 de março, tendo como objetivos: desenvolver relações intergeracionais no contexto de atividades de animação dos utentes do Lar; valorizar o potencial criativo dos alunos; promover o diálogo intergeracional; criar laços entre as pessoas idosas e os adolescentes e potenciar o espírito de voluntariado.


O desafio de os ensaiar foi logo aceite pela colega de Música, Ana Cláudia Campos, uma inestimável colaboração, sem a qual a iniciativa não teria alcançado o mesmo êxito. O docente deste grupo de formandos de Técnicas de Animação Turística, Henrique Jesus, também se associou à dinamização do evento. Para ambos uma palavra de apreço pela sua preciosa cooperação, assim como para a colega Júlia Abrantes, a qual com os acordes da sua guitarra, contribuiu para a preparação do grupo.

Há momentos em que o exercício da profissão de professor nos enche a alma, este foi um deles. Foi um gosto enorme observar o olhar e os rostos alegres dos idosos, alguns acabaram por acompanhar o ritmo, cantando e batendo palmas. O abraço caloroso na despedida e o manifesto desejo de que haja outros momentos de alegria naquela Casa “para esquecer o passado e superar a solidão” são a prova de quão simples é levar carinho e alegria aos que precisam. Sem dúvida, o balanço é muito positivo, ficará seguramente na memória dos que o viveram. Fica a enorme gratidão ao grupo de alunos, à Direção Técnica da instituição e ao seu Provedor por permitirem a concretização desta atividade.

A Coordenadora do Projeto UNESCO
Dores Fernandes



terça-feira, 6 de março de 2018

Entrega do livro "My Sister's Eyes", de Joan Halperin

No dia 10 de fevereiro, no âmbito do projeto UNESCO, o Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal recebeu a generosa oferta da Sousa Mendes Foundation, pela mão da Drª. Mariana Abrantes (membro desta fundação) de 25 exemplares do livro My Sister’s Eyes, da autoria da norte-americana Joan Halperin, cuja família foi salva pelo visto de Aristides de Sousa Mendes. Estes exemplares, dirigidos a alunos do 3º ciclo e secundário, foram distribuídos pelas Bibliotecas Escolares do Agrupamento e Biblioteca Municipal.

Assim, no dia 23 do corrente mês, os referidos exemplares foram entregues às respetivas bibliotecárias, Dr.ª Rosa Maurício e Dr.ª Célia Cortez, numa sessão solene presidida pelo Diretor do Agrupamento, Dr. Hermínio Marques, coadjuvado pela Dr.ª Aldina Carvalho, membro da Direção. Nesta cerimónia, estiveram presentes a Coordenadora da Escola Básica Aristides de Sousa Mendes, Dr.ª Eunice Santos, a Diretora de turma Dr.ª Paula Susana, que acompanhou a turma do 9ºB, a Dr.ª Lurdes Cruz, docente da Disciplina de Inglês e as coordenadoras do Projeto UNESCO. Foram honrosas as palavras dirigidas pelo Diretor do Agrupamento em relação à iniciativa e a todo o processo, agradecendo a generosidade desta oferta à autora do livro e à Sousa Mendes Foundation, às quais se seguiu uma contextualização histórica e se apresentou a filosofia de trabalho desenvolvida no âmbito do projeto UNESCO, seguindo a linha orientadora da Escola Superior de Estudos do Holocausto do Yad Vashem, em Jerusalém, pelos membros da equipa Dr.ª Dores Fernandes e Dr.ª Josefa Reis, que frequentaram formação superior nesta temática na referida instituição.
Desta forma, pretende-se que o livro seja motivo de um trabalho interdisciplinar orientado por um guião de exploração da obra, fornecido pela autora e adaptado segundo as diretrizes  pedagógicas deste projeto na sua exploração didática, envolvendo o estudo do Holocausto e o ato humanista de Aristides de Sousa Mendes, numa filosofia do “Antes”, “Durante” e “Depois” do Holocausto (SHOA). Irá realizar-se um trabalho interdisciplinar de leitura e análise da obra com a intervenção das disciplinas de Inglês, Educação Visual e História, orientado pelas docentes Lurdes Cruz, Josefa Reis e Cristina Varanda, respetivamente, envolvendo os alunos da turma B do 9ºano, que será apresentado no final do ano letivo, na presença da autora.


A Equipa UNESCO
Dores Fernandes e Josefa Reis








domingo, 11 de fevereiro de 2018

Oferta de livros "My Sister's Eyes" pela SMF




O dia 10 do corrente constituiu mais uma ocasião especial e muito emotiva para a Equipa do Projeto UNESCO do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, a generosa oferta da Sousa Mendes Foundation, pela mão da Dra Mariana Abrantes (membro desta fundação) de 25 exemplares  do livro "My Sister’s Eyes" da autoria da norte-americana Joan Halperin, cuja família foi salva pelo visto de Aristides de Sousa Mendes. 
Estes exemplares serão colocados nas Bibliotecas Escolares e na Biblioteca Municipal, possibilitando aos estudantes do concelho a leitura da história da família da autora, refugiada no nosso país, a qual também homenageia o Cônsul, pelo seu ato humanista e heróico, e os portugueses pelo seu solidário acolhimento. A Escola EB 2º e 3º  ciclos Dr. João de Barros, da Figueira da Foz, cidade que acolheu a família da escritora, recebeu igualmente um conjunto de 25 livros, através da colega Helena Romão, que se encontra a desenvolver um trabalho interdisciplinar com a disciplina de Inglês, na exploração da obra.
A Equipa UNESCO,
Dores Fernandes e Josefa Reis




segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Dia em Memória das Vítimas do Holocausto


“MEMÓRIAS num tempo…100TEMPO”
A exposição ”MEMÓRIAS num tempo…100TEMPO” que se encontra no Museu Manuel Soares de Albergaria, de 24 de janeiro a 7 de março, é constituída por uma série de 60 fotografias que contextualiza o tema da 2ª Guerra Mundial e do Holocausto, e que se encontram divididas em 3 tempos históricos distintos: Antes, Durante e Depois.
Assim, nesse contexto, convidamos o observador a visitar a exposição em epígrafe, que tem como objetivo central evocar o dia 27 de janeiro de 1945, dia em as tropas soviéticas libertaram de Auschwitz cerca de 7 mil prisioneiros, entre estes 500 crianças. Este dia foi consagrado pela ONU como Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

ANTES
A Alemanha integrava antes da chegada de Hitler ao poder, em 1933, uma numerosa comunidade judaica (cerca de meio milhão de pessoas) que se sentia alemã, perfeitamente integrada na nação e que contribuía para a riqueza do país com o seu trabalho e dedicação.
Após a implementação do regime nazi e no âmbito do antissemitismo, os judeus foram expulsos da função pública, interditos do exercício de profissões liberais e instituído o “numerus clausus” no acesso à universidade.
Em 1935 adotaram-se as Leis de Nuremberga que tinham como objetivo a “proteção do sangue e honra dos arianos”, pelo que os alemães de origem judaica viram-se privados da nacionalidade e foram proibidos os casamentos entre arianos e judeus.

Esta segregação continuou e em 1938 foram confiscados os bens dos judeus e liquidadas as suas empresas. Na noite de 9 para 10 de novembro iniciou-se a destruição de Sinagogas e lojas de judeus no célebre Pogrom “Noite de Cristal” e passou a ser obrigatório o uso da estrela de David, tendo sido proibida também a frequência de lugares públicos.
No contexto da crise dos anos 30, verificou-se um fluxo emigratório de portugueses, na ordem das dezenas de milhar, com destino a França, o que justifica o recrutamento de mão-de-obra civil para o esforço de guerra do III Reich, após a ocupação deste território pelas forças nazis.

DURANTE
No desencadear da Segunda Guerra Mundial o antissemitismo tomou uma feição mais cruel. Com o início do conflito pôs-se em prática um plano de destruição do povo judaico que se saldou no genocídio de 6 milhões ou mais de judeus. Perseguidos e vexados nas ruas, foram aprisionados nas suas casas e encurralados em guetos a partir de 1940. A “solução final do problema judaico” surgiu em 1942 (Conferência de Wannsee), deportados para campos de concentração, localizados principalmente na parte oriental, os designados campos de trabalho, acabaram por se transformar em campos de morte, quer pelas carências alimentares e de higiene, quer pela brutalidade do trabalho forçado, pelas execuções sumárias e pelo massacre das câmaras de gás.
Nestes campos de concentração e de extermínio pereceram milhões de judeus, mas também ciganos, negros e eslavos cujo único crime era o de não terem nascido arianos.

Deste período, expomos a “Janela IN(discreta)” uma composição artística da autoria de Josefa Reis e que retrata a viagem a Auschwitz realizada em 2014, pelas docentes Dores Fernandes e Josefa Reis, no âmbito do projeto “Comboio da Memória” dinamizado pela docente Isabel Vicente, do Agrupamento de Escolas de Pombal e ao qual o nosso Agrupamento se associa enquanto projeto UNESCO, envolvendo alunos e professores na 3ª edição “Comboio da Memória-2018”.

DEPOIS
Os sobreviventes deste horror viveram de forma distinta este acontecimento trágico do seu povo, muitos perderam familiares e amigos, todos carregavam no seu espírito o trauma da Shoá. Como ultrapassá-lo?
O regresso à normalidade demora o seu tempo. Era necessário superar a dor e sofrimento. Os que conseguiram fugir da feroz perseguição, muitos graças à ação de benfeitores, agraciados com o título de “Justos entre as Nações” pelo Yad Vashem (Autoridade para Recordação dos Mártires e Heróis do Holocausto), do Estado de Israel, como é o caso do herói português Aristides de Sousa Mendes, refizeram a sua vida, enfrentaram o futuro com apreensão mas também com esperança.

Portugal, dada a sua neutralidade, foi um refúgio para milhares de pessoas e uma via de fuga da Europa em guerra, com destino principalmente à América, à procura de uma nova vida. Milhares de refugiados passaram em localidades como Cabanas de Viriato, terra do Cônsul, Curia, Figueira da Foz, Ericeira e Estoril, além de Lisboa.
Podemos apreciar neste período um conjunto de fotografias que faz uma súmula de acontecimentos contemporâneos e que são mote do projeto UNESCO do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, “Dever de Memória -Jovens pelos direitos Humanos”, cujo trabalho se tem desenvolvido em torno do tema dos direitos humanos, da aprendizagem intercultural e do holocausto, com enfoque central na figura de Aristides de Sousa Mendes. A exemplo disso é a partilha de momentos através de Joan Halperin, autora do livro “My sister`s eyes”, obra que retrata a história dos seus pais e irmã detentores de Vistos de Aristides de Sousa Mendes, a receção de grupos em homenagem a este “Justo” e os encontros com os seus netos, Sebastian, Gerald e António Sousa Mendes, este último autor do livro “Aristides de Sousa Mendes-Memórias de um neto”, que nos transmite vivências do seu avô e que faz parte do programa evocativo do Dia Internacional em Memória das Vitimas do Holocausto, assinalado no Agrupamento.

Este dia foi assinalado ainda no dia 29 com uma atividade designada “Caça ao testemunho”, dinamizada pelos alunos da turma do 12ºB, no contexto da disciplina de História A (Curso de Línguas e Humanidades), que consta na procura pela escola de testemunhos de adolescentes judeus, retratados no livro “Através de nossos olhos” e que foram traduzidos do castelhano para português pelos alunos do 12ºB, 10ºA e 10ºB, no âmbito da disciplina de Espanhol, com orientação da docente Dina Linhares.
Torna-se imperativa esta partilha, que serve como um alertar de consciências, perante este e o atual flagelo dos REFUGIADOS. A nossa esperança é a de que as gerações vindouras, interiorizem valores e um sentido de vida, para que tais horrores não voltem a acontecer e se construa um mundo de igualdade e de respeito pelo outro.

https://www.youtube.com/watch?v=XlGRbZ6newY


Texto-Dores Fernandes/Josefa Reis (Equipa UNESCO)
Fotos-Yad Vashem; Joan Halperin (My sister`s eyes); Josefa Reis