O projeto “Dever de Memória-Outro Olhar…” e a partilha de vídeos de vários momentos, focados na temática da preservação da memória! Urge manter viva a memória e homenagear o herói Aristides de Sousa Mendes.
Cabanas de Viriato, no concelho de Carregal do Sal, é a terra do humanista Aristides de Sousa Mendes que, por imperativo de consciência, desobedeceu a ordens superiores, ao salvar da morte milhares de pessoas que fugiam da fúria totalitária do nazismo no contexto da 2ª guerra mundial. A temática do nosso projeto desenvolve-se em torno da ação deste notável conterrâneo, no contexto do holocausto e dos direitos humanos.
quarta-feira, 8 de abril de 2020
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
Evocação do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
O 75º aniversário da libertação do campo
de concentração de Auschwitz foi assinalado pelo Projeto “Dever de Memória – jovens pelos direitos humanos”, de
várias formas, nas Escolas do Agrupamento. A comemoração do Dia
Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, que se celebra a 27 de
janeiro, começou com a intervenção de alguns alunos de 9º ano e do curso CEF- Operador
de Fotografia, estes últimos na Escola Básica de Carregal do Sal, que se deslocaram
às salas de aula para lerem de forma expressiva testemunhos de sobreviventes,
excertos de diários de adolescentes e poemas sobre esta cruel realidade,
por exemplo de Primo Levi, sobrevivente de Auschwitz.
Durante a semana, de 27 a 31, foram
projetados filmes sobre a temática, na biblioteca e na sala dos grandes grupos,
tais como O Rapaz do Pijama às Riscas, A Vida é Bela, O
Pianista, Diário de Anne Frank e Aristides de Sousa Mendes,
Cônsul de Bordéus, que tiveram sempre uma grande audiência constituída por
alunos, acompanhados dos seus professores.
Encontramos também, no Museu Manuel Soares
de Albergaria, uma exposição intitulada “Pedaços de DOR…sementes de AMOR”,
patente no referido espaço até ao dia 29 de fevereiro. Esta integra vários
testemunhos escritos, fotografias e interpretações artísticas, realizadas pelos
alunos do 9º ano do Agrupamento com o apoio das docentes Isabel Várzeas e
Josefa Reis, as quais ilustram textos e poemas que visam assinalar o 75º
aniversário da libertação do Campo de Concentração de Auschwitz.

Fazem
parte desta exposição, um conjunto de réplicas de postais, disponibilizado por Leah Rozenfeld Sills, descendente de um
portador de visto passado por Aristides de Sousa Mendes, que serviu de matriz
gráfica da exposição e que retratam as comunicações entre pessoas que estavam
no gueto de Lodz (Polónia) e seus familiares que emigraram para os EUA. A maior
parte da correspondência é entre a sua bisavó (Chaya) e seus avós Jenny e
Stefan (Stefus), alguns postais são do tio do seu pai, Piotr (Profus), segundo informação
da detentora dos postais, Chaya e Piotr foram assassinados no Holocausto.
Os professores do Agrupamento estão a
dinamizar visitas à exposição, pois esta comemoração destina-se, principalmente,
aos mais novos e pretende trazer à memória factos históricos que não podem ser
esquecidos, assim como outras vivências, reforçando a necessidade de um
conhecimento sistemático e fundamentado do passado, para compreender o presente
e assim prevenir o futuro.
Ainda a assinalar a efeméride, foi
dinamizada, no dia 31 de janeiro, a visita de estudo dos alunos inscritos na
viagem a Auschwitz, que se realizará no próximo mês de abril, ao Pólo
Museológico Vilar Formoso, Fronteira da Paz, o qual constitui um
Memorial aos Refugiados e ao “Justo entre as Nações” Aristides de Sousa Mendes.
Esta viagem realizada de comboio, a simbolizar a deportação para campos de
concentração, teve como objetivo a sensibilização e a preparação sobre a
temática do holocausto. De sublinhar que os alunos revelaram uma atitude de
grande interesse e envolvimento nas atividades propostas, nomeadamente o Jogo
didático criado pela equipa UNESCO, um quizz sobre o Cônsul e o
enquadramento da sua ação, designado “Uma vida salva – a humanidade em pessoa
…”

Ainda neste âmbito, com o objetivo de
conhecer a história do cônsul e o Tributo a Aristides de Sousa
Mendes - 50 anos de memória, dando cumprimento ao proposto no plano
de atividades do projeto, a equipa UNESCO está a acolher na Casa do Passal e na
Escola Básica Aristides de Sousa Mendes, desde o dia 28 de janeiro e ao longo
do mês de fevereiro, grupos escolares, constituídos maioritariamente por alunos
de 9º ano de outros Agrupamentos, nomeadamente de Ferreira do Zêzere,
Montemor-o-Velho, Coimbra Oeste, este apenas na EB Aristides de Sousa Mendes, e
de Santa Comba Dão. Estas sessões de sensibilização sobre o tema constituem uma
verdadeira aula de história e de cidadania fora da sala de aula, contribuindo
para o aprofundamento de conhecimentos. Uma homenagem ao cônsul numa visita que
lhes proporciona uma experiência emotiva e enriquecedora.
Um #DeverdeMemória!
Dores Fernandes e
Josefa Reis
Fotos: Josefa Reis
Fotos: Josefa Reis
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
Exposição Aristides de Sousa Mendes, um cônsul português entre a consciência humana e a razão de Estado e Palestra sobre Aristides de Sousa Mendes, no Luxemburgo e em Ettelbruck
A
equipa UNESCO deslocou-se ao Luxemburgo, de 15 a 18 de janeiro, em visita à
Exposição Aristides de Sousa Mendes, um cônsul português entre a consciência
humana e a razão de Estado, nos Arquivos Nacionais da cidade do
Luxemburgo, para cuja inauguração a equipa tinha sido convidada pela Sousa
Mendes Foundation, que colaborou na organização da mesma, oportunidade à qual
se acrescentou a partilha de informação sobre o Cônsul Aristides de Sousa
Mendes e sobre o projeto pedagógico Dever
de Memória – jovens pelos direitos humanos, nas Escolas onde se ministra o
Curso de Língua e Cultura Portuguesa, atividade planificada pelo Coordenador de
Ensino Português, Dr. Joaquim Prazeres, evocando assim o 80º aniversário do ato
de Consciência deste “Justo entre as
Nações”.
A
referida exposição, evento organizado no âmbito da presidência luxemburguesa da
Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), teve o alto
patrocínio do nosso país, a assinalar a sua recente integração nesta
organização. Muito bem estruturada, de grande riqueza e diversidade de acervo, esta
integra painéis sobre a relação entre ambos os países e sobretudo fontes
relativas à ação de Aristides de Sousa Mendes, em Bordéus, no contexto da perseguição
nazi da 2ª guerra mundial. De lembrar que a grã-duquesa Charlotte e a sua
família, assim como vários membros do governo luxemburguês, receberam vistos do
cônsul português aquando da ocupação nazi do seu país. Esta memória histórica
de um período conturbado e a homenagem a quem foi capaz de desobedecer para
salvar vidas, aproximou Portugal e o Luxemburgo. Uma ligação que advém, também,
do facto de neste último país viver uma significativa comunidade de emigrantes
portugueses.
Visitar esta exposição foi, de facto, um
privilégio e uma honra. A receção e o acompanhamento da visita, por parte da
Curadora e da responsável do serviço educativo e de comunicação, Sanja Simic, foi igualmente uma benesse
memorável para a equipa. Da agenda fez parte, também, uma reunião com estas
responsáveis dos Arquivos Nacionais, na qual foi feita uma abordagem sobre o
trabalho desenvolvido pelo nosso projeto. Fomos, ainda, recebidas na Embaixada
de Portugal no Luxemburgo, onde o Senhor Embaixador, Dr. António Gamito, nos deu as boas-vindas.
As palestras sobre Aristides de Sousa Mendes,
no Liceu Athenée e na Associação de Pais
de Ettelbruck, destinada a alunos do ensino secundário dos Cursos de Língua
e Cultura Portuguesas e respetivos professores, ultrapassaram as expetativas,
os jovens revelaram grande interesse e entusiasmo, demonstrados na dinâmica e
interatividade criadas. O tempo agendado pareceu escasso para a apresentação
das atividades dinamizadas no âmbito do nosso projeto, pois os colegas e os
discentes manifestaram, igualmente, curiosidade em saber mais. Um acolhimento caloroso
que nos fez sentir em casa.
No último dia, houve tempo, ainda, para a
visita à Linha Maginot, na região da
Alsácia, linha defensiva francesa constituída por bunkers (Casamatas), postos de vigilância e paióis de munição, na
fronteira com a Alemanha, que constitui, atualmente, lugar de memória procurado
pelos turistas, uma experiência muito enriquecedora.
Fica uma palavra de gratidão aos
professores de Língua e Cultura Portuguesas e ao Coordenador de Ensino
Português no Luxemburgo, pela amável disponibilidade e generoso acolhimento, um
anfitrião que faz jus ao prestígio do povo português como muito hospitaleiro,
na verdade fez-nos sentir em família.
Texto:
Dores Fernandes e Josefa Reis
Fotos-Josefa
Reis

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
Evocação do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
Porque na atualidade se impõe lembrar para que não se repita...a educação tem a responsabilidade de ensinar sobre o horror vivido nos campos de concentração e de extermínio.
Recordemos o poema de (Wislawa Szimborská):
Se acaso
Podia ocorrer.
Tinha de ocorrer.
Ocorreu antes. Depois.
Mais perto. Mais longe.
Ocorreu; não a ti.
Salvaste-te porque foste o primeiro.
Salvaste-te porque foste o último.
Porque estavas sozinho. Porque as pessoas.
Porque a esquerda. Porque a direita.
Porque chovia. Porque havia sombra.
Porque estava sol.
Por sorte havia ali um bosque.
Por sorte não havia árvores.
Por sorte uma estrada, um gancho, uma viga, um travão,
Um marco, uma curva, um milímetro, um segundo.
Por sorte uma lâmina passava com a água.
Devido a, já que, em vez de, apesar de.
Que teria ocorrido se a mão, o pé,
A um passo, por pouco, por casualidade.
AAh, sim? Diretamente de um momento ainda
entreaberto?
A rede tinha apenas um ponto, e tu atravessaste
nesse ponto?
Não paro de me surpreender, de ficar sem
fala.
Escuta
quão rápido bate em mim teu coração.
De “Si Acaso” 1978 (Traduzido por Paula
Rodrigues a partir da versão
para castelhano de Abel A. Murcia )
sábado, 11 de janeiro de 2020
Ser Refugiado e Acolhido por dois dias
Uma experiência vivida por alunos da
disciplina de Educação Moral Religiosa Católica, da Escola Secundária Alves
Martins, Viseu, do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal e do Agrupamento
de Escolas Tomaz Ribeiro, de Tondela.
Nos dias 14 e 15 de dezembro, em Cabanas
de Viriato, na Escola Básica Aristides Sousa Mendes, a atividade denominada
"CAMPO DE ACOLHIMENTO DE REFUGIADOS” reuniu alunos do Ensino Secundário, da disciplina de Educação
Moral e Religiosa Católica, da Escola Secundária Alves Martins – Viseu, do
Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal e do Agrupamento de Escolas Tomaz
Ribeiro, de Tondela. Foram 70 os alunos que aceitaram fazer esta “travessia” e
arriscar viver esta experiência, que começou com a receção dos jovens junto à
Casa do Passal, residência do humanista Aristides de Sousa Mendes e a entrega
do respetivo passaporte, elemento emblemático do
projeto UNESCO do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, que simboliza o
ato do cônsul e representa a identidade e a segurança de cada um.
Tendo como ponto de partida a vida num Campo
de Refugiados, desprovido de conforto e de algumas condições a que se está
habituado diariamente, desde logo a liberdade de fazer o que se quer e a
ausência da família, foram recriadas situações de vida num campo de refugiados,
sendo que se procurou valorizar o acolhimento.
Para a concretização do campo colaboraram
e estiveram presentes entidades que deram a conhecer a sua forma de atuação em
situação de refugiados ou de defesa dos mais frágeis, como a GNR, através do
Destacamento Territorial de Santa Comba Dão e do Destacamento de Intervenção - Secção
Cinotécnica.
Os alunos foram, ainda, “envolvidos” pelos
testemunhos de dois elementos da Polícia Marítima que estiveram na Grécia,
no resgate no mar de migrantes e refugiados, no âmbito da missão Frontex
e de um jovem voluntário da Plataforma para os Refugiados que
experienciou a vida real de um campo de refugiados na Grécia e que atualmente
colabora no projeto Palhaços d’Opital.
Participaram, também, na dinamização desta
atividade, estruturas do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, o Projeto
UNESCO “Dever de memória - jovens pelos direitos humanos”, cujas coordenadoras
desenvolveram com os participantes um trabalho de descoberta da pessoa de Aristides
Sousa Mendes, a partir de uma palestra e de um jogo didático,
sensibilizando para um momento de reflexão através da construção do Mural da
Consciência. Contou, ainda, com a colaboração da turma do Curso de Proteção
Civil, através da simulação de incêndio.
Eram objetivos desta
atividade: contribuir para formar consciências esclarecidas, fomentando o
desenvolvimento do sentido crítico; sensibilizar para a importância da proteção
humanitária; valorizar a família, a cultura e a realidade em que se vive e
incentivar dinâmicas de serviço e de partilha.
Estamos em crer que foram
alcançados plenamente estes objetivos.
Esta foi, sem dúvida, uma experiência
humana única que complementou o percurso académico dos alunos que nela participaram,
levando-os a refletir sobre a condição e a dignidade humana.
Ficámos com a convicção que estes jovens ficaram
despertos para nunca desistir de lutar pela vida, independentemente do contexto
e de encontrar novas razões para acreditar que têm o “poder de mudar o mundo”.
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