O
Dia Mundial do Refugiado é uma data internacional designada pelas Nações
Unidas para homenagear as pessoas refugiadas em todo o mundo. É assinalado
todos os anos a 20 de junho e celebra a força, a resiliência e a coragem
das pessoas que foram forçadas a deixar o seu país de origem devido a conflitos
ou perseguições. Segundo os dados da ACNUR (Agência da ONU para os Refugiados),
a cada minuto 20 pessoas deixam tudo para trás para escapar à guerra, à
perseguição ou ao terror. Este ano, de 2024, centra-se na resiliência das
pessoas refugiadas frente às mudanças climáticas e na procura de soluções para
os deslocados neste contexto. A abordagem destas alterações climáticas
como uma das causas das deslocações é crucial para quebrar esse ciclo e
encontrar soluções adequadas.
Este
dia procura mobilizar a vontade política e os recursos para que os refugiados
possam sobreviver e viver uma vida tranquila e próspera. Procura também lembrar
todos aqueles que tiveram de escapar à guerra, a perseguições ou a cenários de
terror, sem esquecer os que por qualquer outra razão, raça, religião,
nacionalidade, pertença a um grupo social particular ou com opinião
política de oposição ao regime vigente, foram forçados a deslocar-se para outra
região ou país.
É
premente, face a esta realidade, que as sociedades, ao nível global, desenvolvam
a empatia e a solidariedade, primando pela criação de condições dignas e pelo
bom acolhimento destas pessoas, colocando a questão fundamental “E se fosse
eu?”
Lembremos o exemplo de Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal na cidade francesa de Bordéus que, em 1940, no contexto da 2ª guerra mundial, emitiu vistos a milhares de refugiados, num ato humanitário e de coragem, sem olhar a credos, nacionalidades raças ou convicções políticas, para fugirem da perseguição nazi e, provavelmente, da morte, gesto que possibilitou a esperança e a sobrevivência destas pessoas. Desta personalidade ímpar da nossa história e enfoque do nosso projeto, voltaremos a falar noutra ocasião.
Vidas de Cristal- Aristides &Dali
Técnica-óleo s/tela- 100 x100 (2020)
Dia 20 de junho de 1940, Dalí e sua mulher Gala viram a sua vida trilhada para a liberdade, através de um visto de Aristides de Sousa Mendes.
Deixamos, no dia "Mundial do Refugiado", a obra “Vidas de Cristal, Aristides & Dalí” da autoria da artista e membro do projeto Josefa Reis.
Texto: Dores do Carmo,
Fotos: Josefa Reis