No dia 6 de março
assinalou-se, em Cabanas de Viriato, mais uma evocação da ação humanitária
de Aristides de Sousa Mendes, porque todas as homenagens são merecidas. Antecedendo
a visita do Grão-Duque Henri do Luxemburgo e do Presidente da República
Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, ao Museu Aristides de Sousa Mendes, teve
lugar a inauguração do monumento à Memória do Gesto Humanitário do Cônsul,
na rotunda sul da vila, cuja placa foi descerrada na presença das individualidades
- a Presidente da Assembleia Municipal, Cilene Lindinho, o Senhor Presidente,
Paulo Catalino Ferraz e a Vice-presidente, Isabel Azevedo, da CM de Carregal do
Sal, a Presidente da CCDR, Isabel Damasceno e o autor da obra, o escultor Fernando
Crespo. A cerimónia contou, também, com a presença de Nuno Seabra, Presidente
da Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato, convidados e populares que se
associaram ao evento.
A equipa UNESCO “Dever de Memória – jovens pelos direitos humanos”, convidada para estes eventos, registou com grande satisfação o valor simbólico deste monumento na entrada sul da terra onde nasceu este “Justo entre as Nações”.
Seguiu-se a visita do
Grão-Duque Henri do Luxemburgo ao Museu Aristides de Sousa Mendes, acompanhado
pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pela embaixadora daquele país, por familiares de
Aristides e por Cookie Fischer, descendente de uma portadora de visto passado
pelo Cônsul, outro momento deste dia carregado de emoção e de simbolismo,
por se revestir do reconhecimento e da gratidão deste visitante ao Cônsul, que emitiu
vistos à família grã-ducal, em 1940, nomeadamente à avó do Grão-Duque, a Princesa
Charlote do Luxemburgo. Os chefes de Estado, foram conduzidos demoradamente numa
visita guiada a este espaço de memória do humanista.
Na sala dedicada aos refugiados salvos pelos vistos emitidos pelo Cônsul, o Grão-Duque foi convidado a assinar o Livro de Honra. De sublinhar, que há algum tempo atrás o Grão-Duque fez chegar a este Museu a mala com que a família real viajou na época, que passou a constar do seu acervo.
Esta visita concluiu-se
com a assinatura de um Protocolo de Cooperação e Amizade, entre a comuna
de Esch-sur-Alzette, através da comitiva que acompanhou o Grão-Duque e a Câmara
Municipal de Carregal do Sal, o que permitirá aos dois municípios “trocar
informação e partilhar conteúdos, nomeadamente levar a exposição de Aristides
até àquela cidade e receber exposições temporária no Museu ASM”.
Um grupo de alunos do CMAD, que frequentam o Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, animaram, de forma exímia, esta receção com música e canções, nomeadamente “Queda de um Império” de Vitorino, tornando o momento ainda mais emotivo.
Já no exterior, o
Grão-Duque ofereceu uma roseira, trazida do Luxemburgo, a Paulo Catalino Ferraz,
a fim de ser plantada no jardim, junto a outras roseiras oferecidas pela
embaixada do Luxemburgo em Portugal.
Esta foi mais uma
vivência emotiva de preservação da memória do ato do Cônsul que por
razões de humanidade e imperativo de consciência desobedeceu a ordens do
governo.
Cumprido um #deverdememória.
Fotos:
Josefa Reis
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