“Há escolas
que são gaiolas e há escolas que são asas”
Rubem Alves
“Há escolas
que são gaiolas e há escolas que são asas”
Rubem Alves
Nos jardins do Passal…
Integrada
no Dia Internacional dos Museus, este ano sob o lema "Museus a
unir um mundo dividido", foi feita a doação ao Museu Aristides de
Sousa Mendes, no passado dia 20 de maio, de 22 obras que integraram a exposição
itinerante no período de 2020 a 2025., "SER Consciência... 30/1000 por
1VIDA", caminhos da memória, inserida no projeto UNESCO do AECS.
O
pátio encheu- se de cor, pelas obras de pintura e escultura dos artistas, Luísa
Prior, Rosa Dixe, Isabel Várzeas, Maria Barros Abreu, Josefa Reis, Gina Marinhas, António Pinto, Rita Gardete, Stephane
Losse, Teresa Heitor, David Fernandes, Ana Cristina Luz, Joaquim Batista, Mário
Silva (filho), Augusta Albuquerque, Luiza da Rocha, Simão Pedro Reis
Figueiredo, Agostinho Pereira, Aquilino Ferreira, Paulo Moura e Ruslan Belyan, e, entre amigos na singular linguagem
universal da Arte, lembrou-se o humanista Aristides de Sousa Mendes, que nas
mais diversas expressões, foi homenageado nesse abraço pela Arte, cumprindo o
seu propósito durante 5 anos, e que finalmente regressa ao seu ponto de partida,
marcado numa exposição minimalista, patente neste espaço do MASM para
simbolicamente representar a doação.
Dada
as boas-vindas aos artistas que se deslocaram de vários pontos do País, desde Leiria,
Vila Nova de Gaia, Águeda, Viseu, Mangualde, Tábua, Santa Comba Dão, Coimbra e
Resende, foi feita uma visita ao museu, e, ouvidas as palavras do Presidente da
Câmara, Dr. Paulo Catarino que reiterou a importância desta iniciativa de
cidadania e o poder da arte como elemento unificador numa mensagem e num abraço pela arte ao nosso humanista em prol da
paz, reforçando esse compromisso para o futuro, foi formalizada a doação com a
assinatura de documentos entre o Município, o MASM, a coordenadora do projeto
UNESCO “Dever de Memória” Josefa Reis e cada artista doador, contribuindo assim
para o enriquecimento artístico do acervo daquele espaço museológico.
No fim da cerimónia protocolar, num momento
menos formal, cada artista aceitou o desafio para falar da sua obra e da sua
motivação, partilhando o seu saber, enriquecendo e dignificando o momento em
partilhas e afetos.
No
percurso, fica-se com o doce sabor de se ter feito, de se acrescentar história
nesta viagem na reabilitação do nome de um Homem Bom, fica o agradecimento a
todos os que fizeram acontecer, aos artistas, entidades e parcerias, ao Presidente
CMCS, Dr Paulo Catalino, Diretora do Museu ASM, Dr.ª Joana Pais, Dr. Bruno Elias
e equipa do museu, Dr. Luís Fidalgo, projeto “Dever de Memória” e Agrupamento
de Escolas de Carregal do Sal, concluindo-se que foi um BOM MOMENTO, que
regamos com GRATIDÃO a todos pela colaboração e presença, nesta atividade de
afetos, a HOMENAGEAR Aristides de Sousa Mendes.
#DeverdeMemória.
Texto e fotos-Equipa do projeto UNESCO
Josefa Reis e Isabel Várzeas
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| Foto de Grupo na emblemática escada do MASM |
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| artistas- Rosa Dixe; Gina Marinhas; Stephane Losse |
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| Documentos de doação para assinatura individual e elementos "Espiral da Memória " e "Passaporte ASM" do museu ASM, ambos da autoria de Josefa Reis |
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| Assinatura de documentos de doação- Presidente da Camara Dr Paulo Catalino e coordenadora do Projeto UNESCO- Josefa Reis |
Dia Internacional da Consciência - 5 DE ABRIL
Partilhamos uma mensagem importante do Museu Aristides de Sousa Mendes sobre o Dia da Consciência e o legado de Aristides de Sousa Mendes, nomeadamente uma carta que contextualiza a história e a relevância desta comemoração, originalmente celebrada a 17 de junho, em homenagem à coragem de Aristides de Sousa Mendes durante a Segunda Guerra Mundial. Este documento, destaca o papel do Museu como Sede do Dia da Consciência e a decisão de alinhar a celebração desta efeméride com o Dia Internacional da Consciência, instituído pelas Nações Unidas a 5 de abril. Desejamos que esta carta possa servir de inspiração para reflexão e promoção dos valores de consciência, responsabilidade moral e respeito pelos Direitos Humanos.
"O Dia da Consciência e o Legado de Aristides de Sousa Mendes
Desde o ano de 2004, João Crisóstomo, enorme humanista tem vindo a dedicar se, com perseverança e sentido de missão, à afirmação do Dia da Consciência, inicialmente assinalado a 17 de junho, em memória de um dos mais elevados testemunhos morais do século XX: o gesto de Aristides de Sousa Mendes.
Foi precisamente a 17 de junho de 1940 que este diplomata português, então Cônsul de Portugal em Bordéus, decidiu obedecer à voz imperiosa da sua consciência, desafiando ordens superiores emanadas de Lisboa, e iniciando a concessão de vistos em larga escala a judeus e a outros refugiados perseguidos pela barbárie da Segunda Guerra Mundial. Por esse ato de coragem moral e fidelidade aos valores universais da dignidade humana, Aristides salvou milhares de vidas, inscrevendo o seu nome na história como símbolo maior da primazia da consciência sobre qualquer forma de injustiça. O ano de 2004 constituiu um marco relevante na afirmação pública deste ideal, com a realização de cerca de oitenta iniciativas comemorativas em diversas partes do mundo, entre as quais se destacaram trinta e quatro celebrações eucarísticas, solenemente celebradas em vinte e um países. Nos anos subsequentes, esta evocação manteve-se viva e crescente, alcançando, em determinados momentos, notável projeção internacional.
Em 2010, entre vários acontecimentos de relevo, sobressaiu a concelebração presidida por quatro Cardeais em Roma, amplamente divulgada pela Agência Zenit sob o título “Tribute paid to those who followed conscience”. Este movimento de reconhecimento ultrapassou fronteiras nacionais. A relevância universal deste testemunho foi igualmente reconhecida pelo Papa Francisco. Na Audiência Geral de 17 de junho de 2020, Sua Santidade recordou o exemplo de Aristides, afirmando: “Hoje é o Dia da Consciência, inspirado no testemunho do diplomata português Aristides de Sousa Mendes, que, há cerca de 80 anos, decidiu seguir a sua consciência e salvou a vida de milhares de judeus e de outras pessoas perseguidas. Que a liberdade de consciência seja sempre e em toda a parte respeitada e que cada cristão dê o exemplo da coerência de uma consciência reta, iluminada pela Palavra de Deus.”
Na continuidade deste caminho de memória e afirmação ética, o Museu Aristides de Sousa Mendes, inaugurado em 19 de julho de 2024, em Cabanas de Viriato, passou a assumir-se como Sede do Dia da Consciência, constituindo-se como lugar de preservação histórica, de reflexão cívica e de promoção dos valores universais da liberdade de consciência, da responsabilidade moral e do respeito incondicional pela vida humana. Atendendo a que a Organização das Nações Unidas, em 2019, instituiu a data de 5 de Abril como dia Internacional da Consciência, deliberou-se que, doravante, o Dia da Consciência será celebrado nessa data oficial, em plena comunhão com a comunidade internacional, mantendo-se, porém, inalterado o espírito que presidiu à sua origem: honrar, através da memória de Aristides de Sousa Mendes, a fidelidade à consciência como fundamento último da justiça e da humanidade."
Museu Aristides de Sousa Mendes
Cabanas de Viriato, 4 de março de 2026
Foi assim…
Alunos do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal visitaram o Polo Museológico, Fronteira da Paz, Memorial aos Refugiados e ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes em Vilar Formoso, e o museu Judaico de Belmonte (a 27/2), dando início a um "intercâmbio" de visitas de estudo inseridas na "Rota da Tolerância e Paz" (MASM - Museu Fronteira da Paz - Museu Judaico de Belmonte). promovido pelo Serviço Educativo do MASM,, em parceria com o projeto "Dever de Memoria do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal e os 3 Municípios (Carregal do Sal, Almeida e Belmonte)., uma oportunidade de visitar os 3 museus. Assim, realizou-se a 27 de fevereiro a visita de estudo ao Polo Museológico Fronteira da Paz, com os alunos das turmas do secundário do curso de Humanidades, Economia e Artes Visuais do AECS, nomeadamente 10ºB, 10ºA e 11ºC, acompanhados pelos docentes Cristina Varanda, Paulo Sousa, Isabel Várzeas e Josefa Reis, das áreas de História A, HCA, e Desenho A, respetivamente, além da representante do MASM, Louisa Rodrigues.
Grupo participante
Visita Guiada por Ana Pereira
O acolhimento no Polo Museológico Fronteira da Paz, foi feito pelas palavras de Ana Pereira, técnica do museu, começando por nos situar em tempo e espaço, nuns paralelismos entre a história orientada pelas pesquisas da historiadora Margarida Ramalho e na estrutura visual e arquitetónico do local da autoria da arquiteta Luísa Pacheco. A viagem centrada na pessoa que é vista como “Gente como nós”, num processo que começa com o início do conflito da 2ª Guerra Mundial, passando pela discriminação e deportação, até ao encontro com alguns salvadores, centrado em Aristides de Sousa Mendes, que pela sua atitude, mudou o rumo da vida de tantos que conseguiram salvar-se das atrocidades da Guerra, serviu para aflorar vários sentimentos nos visitantes, promovendo reflexões pertinentes e atuais. Vilar Formoso foi porta de entrada para inúmeros destinos de refugiados da época de 1940, acolhidos na Figueira da Foz, Curia, Luso, Caldas da Rainha, Ericeira, Estoril entre outros, retratados nas fotografias e artefactos presentes. Um dos elementos que captou o interesse dos alunos, foi precisamente o livro de Vistos de ASM, interativo, que o Comité Consultivo Internacional do Programa Memória do Mundo, em 2017, reconheceu como Registo da Memória do Mundo, o Livro de Registo de Vistos concedidos por Aristides de Sousa Mendes, e que levou os presentes a procurar o registo de várias famílias.
Simbologia visual "Sou Judeu?"
De referir que, este espaço museológico, tem um registo de memória num mural emblemático, composto por registos contemporâneos, onde vários portadores de vistos e descendentes da ação de ASM, numa iniciativa da SMF nomeadamente a viagem «Journey on the Road to Freedom», colocam a fotografia da família no presente, o que nos transporta para a importância da gratidão e do reconhecimento a quem fez o bem, reforçando o poder da identidade e da Liberdade.
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| Passaporte ASM, carimbado pelo MASM e Fronteira da Paz |
No final, foram distribuídos e carimbados pelos 2 museus, os icónicos “PassaportesASM”, ideia original e criação artística de Josefa Reis, disponibilizados pelo MASM e que simbolicamente enaltecem o Humanista Aristides de Sousa Mendes, reforçando o seu ato de consciência e a sua identidade. A viagem prosseguiu com a visita a obras como a locomotiva BA 101uma das poucas a serem preservadas, a estação ferroviária de Vilar Formoso conhecida pelos seus painéis de azulejos que retratam parte da cultura arquitetónica nacional em vários locais.
O almoço, deu-se com o simpático acolhimento na Escola secundária de Vilar Formoso, onde os alunos aproveitaram para interagir com outros colegas, promovendo valores da tolerância e do respeito, bem como da consciência cívica no saber Ser e Estar.
Um agradecimento a todos os que fazem acontecer…
Bem Hajam
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| Passaporte ASM, carimbado pelo MASM e Fronteira da Paz |
“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.” S Francisco de Assis
“TEMPOS de Horror…do passado ao PRESENTE” - reflexões interativas
Assinalou-se na passada semana de 26 a 31 de janeiro, um conjunto de iniciativas que visou assinalar o “Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto”.
A riqueza de eventos, promovidos por várias entidades como o Projeto “Dever de Memória, jovens pelos Direitos Humanos” do Agrupamento de Escolas de Carregal do sal, o Museu Aristides de Sousa Mendes, a CMCS e a Fundação Aristides de Sousa Mendes entre outros, convergiram no propósito de lembrar as vítimas e homenagear aqueles que num tempo tão conturbado, holocausto e a 2ª Guerra Mundial, souberam agir em consciência, nomeadamente o nosso Humanista, Aristides de Sousa Mendes. Assim, o dia 27 de janeiro começou com uma iniciativa na EB ASM de Cabanas de Viriato, desenvolvida no âmbito da disciplina de cidadania e do projeto UNESCO, onde a turma do 8ºD, partilhou e expôs uma faixa de 8mts x 2,50mtr, que através de conceitos visuais promoveu reflexões na restante comunidade escolar, sendo ponto de partida para futuros trabalhos dentro da temática. “É de capital importância não esquecer, estudar e dar a conhecer aos que estão em formação as atrocidades da História, para que as mesmas não se repitam. Por isso, é tão importante como pedagógico o culto da memória, tanto dos episódios nobres, abnegados e grandiosos, quanto dos mais nefastos e horrendos do passado”.
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