sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

27 DE JANEIRO DIA EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO


27 DE JANEIRO DIA EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO
NO AGRUPAMENTO
 
Fiel aos princípios de uma Escola UNESCO, promovendo boas práticas em prol da formação integral dos nossos alunos, o Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal assinalou, no dia 27 de janeiro, o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto com um vasto conjunto de atividades.
A evocar esta efeméride, realizou-se, na biblioteca da Escola Sede, com o envolvimento de alunos do ensino secundário, uma Sessão de Abertura com um momento musical (violino e guitarra) protagonizado por alunas da Escola, Ana Rita Andrade e Francisca Ferreira, o visionamento do vídeo “Que a tua lembrança seja amor”, com o testemunho de Ovadia Baruch, judeu sobrevivente do holocausto, leitura expressiva de excertos de diários, de relatos de adolescentes sobreviventes, traduzidos da versão castelhana para português, com a colaboração da disciplina de Espanhol e de poemas. Contou, ainda, com uma exposição bibliográfica e símbolos judaicos.
No Museu Manuel Soares de Albergaria, foi inaugurada uma exposição de trabalhos dos alunos, orientados pela docente Josefa Reis, designada por “O Dia em que o Sol Morreu…Outro Olhar sobre as Estrelas”, em várias técnicas, desde a ilustração, da autoria do 12º ano de Artes Visuais, relativa ao conceito verbal de “O MEDO em tempo de GUERRA”, a trabalhos esculpidos pelos alunos do 9ºD, que apresentam réplicas de medalhas, trabalhos de colagem, nomeadamente a “Galeria dos Justos entre as Nações”, executados pelos alunos do 8º D, que conduzem o observador a interagir na ligação entre os conceitos verbais e visuais. Os alunos do 7º ano realizaram, também, através da colagem, uma viagem pela simbologia visual, retratada através do triângulo de várias cores, pois estes eram usados para identificar as minorias perseguidas – ciganos, eslavos, deficientes, opositores políticos, homossexuais e negros - levadas para os campos de concentração, tendo muitos deles aí perecido. Esta exposição estará patente no referido espaço até ao final do mês de fevereiro.
Na Escola Básica Aristides de Sousa Mendes, os alunos do 9º D, sob proposta da professora de História, organizaram-se em grupos e assinalaram a efeméride através da dinamização de um conjunto de atividades nas várias turmas da escola (desde o 4º ano do 1º Ciclo). Entre as atividades contaram-se a explicação do significado do dia, a dinâmica de grupo “Para teres direitos, encontra o par perfeito!”, a leitura de testemunhos de sobreviventes e um remate lúdico com palavras cruzadas.
Assim, numa perspetiva interdisciplinar,  com o contributo de diferentes saberes – História, Área de Integração, Filosofia e Artes – o Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal  quer continuar a projetar o estudo do Holocausto na comunidade educativa, educar os nossos alunos para a cidadania, para que a memória não se apague e episódios como este não se repitam. A atividade assinalou a importância de recordar um dos períodos mais negros da história da Europa e que não pode ser esquecido, pois comemorar é também querer compreender os processos históricos e sociais que tornaram possível esta irrupção do mal absoluto, para impedir que se repitam na atualidade.

Equipa UNESCO, com a colaboração da docente Sónia Mesquita (Filosofia/Área de Integração)













 
 

sábado, 10 de dezembro de 2016

Comemoração do Dia 10 de Dezembro no AECS

Comemoração da Declaração Universal dos Direitos Humanos no Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal

O nosso Agrupamento assinalou mais um aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, na semana de 10 de dezembro, uma atividade dinamizada no âmbito do Projeto UNESCO, que contou com a colaboração dos Diretores de Turma do 3º ciclo e da docente da disciplina de Filosofia.
Este ano, os trabalhos dos alunos tiveram como símbolo a árvore, o que deu origem a uma Floresta dos Direitos Humanos, colorida e muito multifacetada na Escola Básica Aristides de Sousa Mendes, numa evocação do Jardim dos Justos do Yad Vashem (Jerusalém) e, simultaneamente, de uma sociedade plural e multicultural. Na Escola Sede e na Escola Básica de Carregal do Sal, as árvores revestiram-se de folhas com os trinta direitos da Declaração Universal, de 1948 e de frutos representativos de defensores dos direitos. Na Escola Sede foi, ainda, realizada uma exposição, de trabalhos dos alunos, sobre os laureados com o Prémio Nobel da Paz e sua biografia, realizados no âmbito da disciplina de Filosofia.
Registamos o empenho dos alunos e professores nesta atividade, que tinha por objetivo primordial refletir sobre conceitos como liberdade, igualdade e outros direitos fundamentais, que não podem ser letra morta. Fica a esperança de que esta efeméride se traduza em mais um contributo para alertar consciências para a necessidade de construir um mundo melhor em nosso redor.
Dores Fernandes e Helena Romão

 







quarta-feira, 30 de novembro de 2016

I FEIRA RECriAr-te …do Pobre se faz Nobre






No dia no dia 25 de novembro realizou-se, no Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, das 18h às 21h, a 1ª feira RECriAr-te…do POBRE se faz NOBRE, sob o mote “Do Artesanato ao Prato”, atividade proposta com o objetivo de incentivar a comunidade escolar e local a promover formas de sustentabilidade económica, promovendo produtos na linha do produtor ao consumidor. Esta iniciativa encontra-se inserida no Projeto UNESCO “Refugiados e Heróis…do Passado e do Presente” - 2015/17, sendo que as verbas angariadas na venda de produtos, promovida pelos alunos, revertiam a favor dos mesmos, para minimizar os custos da viagem à FITUR, em Madrid, planeada para janeiro de 2017, e uma pequena percentagem sobre as vendas dos restantes participantes, da comunidade local, revertia para a sustentabilidade das publicações do projeto UNESCO.
Em jeito de balanço, esta atividade, cujo conceito é interessante sob o ponto de vista do “Saber Ser” e “Saber Fazer”, ao desenvolver competências, nos alunos, perante a realidade da perda de poder de compra das famílias, poderia ter tido maior sucesso na comunidade escolar e local. No entanto, acreditamos que TODOS os envolvidos concretizaram parte dos objetivos propostos, tendo resultado, por isso, num saldo positivo, pois traduziu-se num momento de enriquecimento e de aprendizagem.
A relação genuína e o saudável convívio estabelecido entre os envolvidos serviram para os aproximar, o que se torna imperativo no mundo de hoje, onde impera o culto do individualismo, o proveito do “Eu”, em detrimento do “Eu e os Outros”, contribuindo para o isolamento pessoal e social. Em conclusão, não podíamos deixar de agradecer aos alunos envolvidos que se revelaram trabalhadores, empenhados e profissionais, cumprindo a tarefa a que se propuseram com muita responsabilidade, aliada a um grande sentido de equipa, boa disposição e companheirismo, o que fez dissipar a deceção face à expetativa de uma maior adesão da comunidade local.
O nosso agradecimento aos pais, professores, assistentes operacionais, patrocinadores e a todos os presentes, que contribuíram para que esta aprendizagem se revele uma mais-valia para o futuro, ao constituir uma alavanca no sentido do “aprender a fazer”, e que, acreditamos, dará frutos na próxima iniciativa.
Como disse Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.”.
Texto: Josefa Reis e Dores Fernandes
Fotos: Josefa Reis